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COMBATE DE NEGRO E DE CÃES
Teatro
Última ocorrência:
// 31 de Julho de 2007
// Teatro de Portalegre
// Portalegre
// Não gratuito
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Julho de 2007
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 // COMBATE DE NEGRO E DE CÃES
DESCRIÇÃONum país da Africa Ocidental, um estaleiro de obras públicas de uma empresa estrangeira. Alboury, um “preto” novo, chega de noite ao estaleiro para perguntar ao pelo corpo de seu irmão, que trabalhava na empresa onde faleceu. Horn o chefe dá-lhe as suas condolências, explica as causas do acidente trágico, e convida Alboury para tomar um  whisky. Mas Alboury não necessita nem de condolências, nem de explicações, nem de whisky, quer somente, aquilo  que todo o ser humano ( numa primeira instancia), tem  direito a receber, neste tipo de situações: o corpo do falecido. Horn, incapaz  de aceder ao pedido de forma simples, manda-o embora dizendo-lhe para voltar no dia seguinte.

Podemos dizer que é este o início do novelo da trama que a partir de ai será desenrolado!

Cal é um engenheiro, de temperamento fervoroso e vontade forte. Horn, fala-lhe da vinda de Alboury, e Cal de forma desesperada defende-se da sua possível participação na morte de Nuofia. Horn acalma-o, dizendo-lhe que tomará conta de tudo.

Leona, uma mulher Parisiense, convidada por Horn, a conhecer África. Mostra-se ela mesma a nós, ao princípio, como uma menina meio-enlouquecida que necessita de amor e protecção; mais tarde, o Cal declará-la-á uma prostituta simplesmente; e, finalmente, nós reconheceríamos nela uma mulher de coração frio, ansiosa por escapar de um mundo a que não pertence, desejando ser preta e ser aceite assim por Alboury e por todos.

Durante o espectáculo, o espectador será testemunha da evolução psicológica profunda dos personagens: nas tentativas vãs e sucessivas de Horn  dissuadir Alboury das suas intenções; a impaciência de Cal, a sua falha em encontrar o corpo que ele mesmo escondeu, e sua decisão final de matar Alboury, a passagem de Leona de menina meio - enlouquecida a menina lúcida nos seu objectivos e em Alboury na sua passagem de “preto” ingénuo a homem de convicções bem definidas.

O assunto principal do espectáculo não é racismo, nem colonialismo, nem exploração do ser humano. Esses são somente caminhos. O espectáculo fala da desconexão entre os povos, da mentira e da desconfiança existente hoje em todas as relações. Por séculos, os seres humanos deram forma a sociedades e a agrupamentos; está na nossa natureza. Nós sentimo-nos seguros com os povos similares a nós, e desconfiamos daqueles que são diferentes. Ser verdadeiramente humano, é ter bem presente a noção que todos individualmente fazemos parte de uma coisa una - humanidade!

Em “Combate do preto e dos cães” nós somos testemunhas do grande vazio no ser humano no que respeita às suas relações, cada vez mais solitário e desconfiado, e que a verdade é uma realidade ainda infelizmente inatingível.

Victor Pires
LOCALTeatro de Portalegre
MORADAConvento de Santa Clara
Apartado 264
DISTRITOPortalegre
E-MAILteatro.portalegre@iol.pt
WEBSITEhttp://www.teatroportalegre.net
HORARIO21:30
CUSTO5,00€
DIVULGADORTeatro de Portalegre
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