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AS GUITARRAS DE ALCÁCER QUIBIR - ARTIMAN...
Teatro
Última ocorrência:
// 23 de Fevereiro de 2008
// Theatro Club
// Braga
// Gratuito
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Fevereiro de 2008
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 // AS GUITARRAS DE ALCÁCER QUIBIR - ARTIMANHA - PINHAL NOVO - PALMELA
DESCRIÇÃOSINOPSE
Um grande tabuleiro de xadrez é montado sobre oito estrados convencionais de teatro. Simbolizam as casas/tempo que percorreu este rei Sebastião desde o nascimento até à morte nas areias escaldantes do deserto Marroquino. Um xeque-mate aos vinte e quatro anos de um jovem monarca visionário, valente, mas ferido nas doenças do corpo e muito mais nas do espírito. É impossível não verter um sentimento de ternura por este Sebastião louro e de olho azul que se deixa magoado “… não conheci amor de pai nem de mãe…” e ao mesmo tempo de irritação pelo jovem de temperamento mimado, impermeável a conselhos, vaidoso, absolutista e colérico. O espectáculo conta os episódios fundamentais desta curta viagem de vida, pretendendo ser historicamente correcto, mas não deixando no entanto de colocar a imaginação cénica como suporte da atitude narrativa e do desvendar do encadeado das cenas. A premissa criativa gira à volta do fado. Esse fado na sua ampla abrangência, que se canta em cena, destino, luto, sofrimento e saudade. O preto e o branco são a base de todas as outras cores de que se pintam os figurinos com os quais muitas vezes os personagens parecem desfilar na passarela da vida e da história. O espectáculo nada tem de triste, não condena nem aplaude, mostra como se de uma vitrina se tratasse, começa bem, mas acaba mal, como tantas coisas neste mundo. O desempenho dos actores é vivo, aqui e ali com uma pitada de ironia, as cenas curtas e desenhadas em geometria que permitem uma ocupação do espaço cénico sempre renovado e inventivo. Os adereços aparecem e desaparecem de cena como por magia, manipulados e transportados pelos actores, o que cria uma ideia de vertigem, num espaço de representação que se mantém sempre limpo, apenas pisado e habitado pelos homens e pelas suas almas. No fim, depois de tudo, ficam só em cena sopradas pelo vento quente do deserto, as guitarras que foram o canto da nossa imaginação e que passarão por infortúnio a ser também o símbolo da dor e da saudade, por esse “Desejado”, encoberto na história e na lenda, por um nevoeiro que pairará eternamente. D. Sebastião, o “D. Quixote” Português, o último cavaleiro da idade média que no seu tempo expirava e que tentou à sua derradeira luz, cumprir um destino de sonho e de utopia. Cervantes, depois do descalabro, vem incorporado nas tropas ocupantes Castelhanas do Duque de Alba a mando de Filipe II e viveu durante algum tempo em Lisboa como soldado. Aqui terá conhecido a tragédia mas deslumbrante história de D. Sebastião. Quem sabe se tão trágica existência e tão louca teimosia não o inspirou para a sua grande obra? Se a ele não o inspirou, a mim não me passou despercebida.  
«Horácio Manuel»


Ficha Técnica:

Teatro Artimanha

Dramaturgia, Encenação e Dramaturgia: Horácio Manuel

Música: Álvaro Amaro

Actores: Ana Guerreiro Inês Santos
Bruno Gomes Lara Ramos
Carla Joana Sousa Luís Amaro
Fábio Miguel Óscar Silva
Gonçalo Faria Paulo Bórgia
Sandra Sanchez

Técnica: Rui Guerreiro

Costureira: Rosa Ricardo

Produção: Rui Guerreiro
LOCALTheatro Club
MORADALg. António Lopes
DISTRITOBraga
E-MAILtheatro.club@cm-povoadelanhoso.pt
HORARIO21:00
CUSTOGratuito
DIVULGADORTheatro Club
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