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MONSTROS E MAMÍFEROS MARINHOS: EXPLORAÇÕ...
Palestra
Última ocorrência:
// 12 de Maio de 2008
// Museu de História Natural da Faculdade de Ciên...
// Porto
// Gratuito
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Maio de 2008
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 // MONSTROS E MAMÍFEROS MARINHOS: EXPLORAÇÕES NATURALISTAS NO ATLÂNTICO DOS SÉCULOS XVI E XVII, POR CRISTINA BRITO, CENTRO DE HISTÓRIA DE ALÉM-MAR, FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS, UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
DESCRIÇÃONa história da biologia refere-se tipicamente que Lineu na décima edição do seu Sytema Naturae definiu pela primeira vez as baleias e os golfinhos como mamíferos marinhos, baseando na sua forma de reprodução e de respiração igual à dos mamíferos terrestres. Embora os considere animais completamente adaptados e dependentes do meio marinho estes mamíferos são, nesta obra do século XVIII, e pela primeira vez para a ciência, claramente distintos dos peixes. Muitos séculos antes deste autor, Aristóteles também já se tinha referido aos mamíferos marinhos, mas o período negro da Idade Média impediu que o conhecimento clássico chegasse à Europa Ocidental, onde nos séculos XIII e XIV pouco se sabia sobre o Mar. Quando se iniciou o período das descobertas e da expansão portuguesa, os pilotos, os exploradores e os recentes naturalistas partiram em busca novas terras e novos mares mas levando na bagagem um incipiente conhecimento prévio da biologia dos peixes e de outros seres. Jean de Léry é um desses naturalistas, mas cuja observação in loco de diversos animais marinhos nas águas do Atlântico lhe permitiu fazer descrições como: “no ventre de alguns desses peixes acharam-se filhotes, que assamos como leitão, creio que os golfinhos geram fetos como as porcas e não os reproduzem por meio de ovos como quase todos os outros peixes. Entretanto se alguém duvidar do que afirmo, louvando-se antes nos livros do que naqueles que viram a experiência, não o refutarei mas tampouco deixarei de acreditar no que vi”. Aqui surge verdadeiramente a redescoberta do conceito de mamífero marinho para a ciência, embora as crónicas deste e outros autores não estejam incluídos no rol de trabalhos científicos da época. Sem dúvida, que a descoberta de novos mundos para o mundo, permitiu o reencontro entre os cientistas e naturalistas da época com o mundo biológico. A partir de então, a experiência própria e o registo detalhado do mundo natural passaram a ser ferramentas imprescindíveis para o estudo da Natureza e dos animais, permitindo o avanço significativo do conhecimento científico.
LOCALMuseu de História Natural da Faculdade de Ciências do Porto
MORADAReitoria da Universidade do Porto
Praça Gomes Teixeira
DISTRITOPorto
E-MAILmhn@fc.up.pt
HORARIO18:00
CUSTOGratuito
DIVULGADORLuzia Sousa
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