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AS PULGAS - DE CUNHA DE LEIRADELLA
Teatro
Última ocorrência:
// 31 de Outubro de 2008
// Theatro Club
// Braga
// Gratuito
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Outubro de 2008
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 // AS PULGAS - DE CUNHA DE LEIRADELLA
DESCRIÇÃOEmbora neste espectáculo se façam referências ao latim, as pulgas aqui tratadas não são as Pulex irritans, da família dos pulicídeos.

As pulgas aqui tratadas são da família dos Silva e, por tanto pularem no espeto, o espectáculo é uma comédia. Mas para além de ser uma comédia com situações verdadeiramente hilariantes, é também uma tragédia. A tragédia da linguagem. Da comunicabilidade. As palavras valem apenas pelo significado que cada um lhes dá. E, às vezes, tal é o seu vazio, valem só pelo som que produzem. O que é dito é só dito, não importando que seja escutado e, muito menos, que seja entendido. Afinal, o homem é o único animal que ri do que não diz.

Mas, valha a verdade (e mesmo nestes tempos de crise a verdade sempre vale alguma coisa, assim dizem os crentes e os falecidos já disseram), os personagens de “As Pulgas” não são assim tão diferentes dos personagens que nós próprios representamos na nossa vida.

Para eles, assim como para nós, vale o que é dito, não o que os outros acham que deve ser dito. Quando Monsieur Silva afirma, circunspectamente que, infelizmente, hoje já não se fazem antiguidades como antigamente, ou que os homens pontuais chegam sempre a tempo, ele está dizendo uma verdade. Mas o que lhe interessa é que essa verdade seja, não apenas mais uma verdade, mas a sua própria verdade. Mas, sejamos honestos, qual de nós está interessado na verdade dos outros? Quem se julgar sem pecado que atire a primeira pedra.

Talvez seja uma excepção, mas a família Silva (Monsieur; Madame e Mademoiselle) não faz de conta que é rica. É rica. As suas pulgas (os seus manda quem pode e as suas excelências), só andam de Mercedes, pago a pronto. E, como declara Monsieur com a maior suficiência, de Miami a Paris, pode dizer-se, conhecem a Europa toda. Por isso, as suas pulgas são diferentes daquelas pulgas que mal conhecem a rua onde moram e só andam de autocarro. E, por isso também, quando lhes entra em casa um elemento que eles não trouxeram do Egipto quando foram à Turquia, que eles não conheceram na casa do Wilson Thompson ou de Gonçalo de Severim, e cujas pulgas se cruzam, numa boa, com cães e gatos vadios, as pulgas da família Silva entraram em pânico.

Mas a natureza é sábia. Se não há Chanel que perfume eternamente, também não há bodum que nunca deixa de cheirar. E se Mademoiselle não viu o Papa por se ter perdido nas catacumbas, mesmo assim foi encontrada uma saída. Afinal, não é à toa que vivemos no país dos brandos costumes.
LOCALTheatro Club
MORADALg. António Lopes
DISTRITOBraga
E-MAILtheatro.club@cm-povoadelanhoso.pt
HORARIO21:00
CUSTOGratuito
DIVULGADORTheatro Club
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