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DOR FANTASMA
Teatro
Última ocorrência:
// 21 de Novembro de 2009
// Estúdio Zero
// Porto
// Custo desconhecido
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Calendário com as ocorrências deste evento (marcadas a cor-de-rosa):
Novembro de 2009
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 // DOR FANTASMA
DESCRIÇÃODOR FANTASMA
De Manuel Bastos

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Designação do espectáculo|«Dor Fantasma - a partir de textos de Manuel Bastos»
Encenação|Mário Trigo
Dramaturgia|Paulo Campos dos Reis
Interpretação|Filipe Araújo e Susana Gaspar
Movimento|Diana Alves
Grafismo|Alex Gozblau
Direcção de produção|Pedro Alves
Co-produção|teatromosca e Teatro Focus



Este espectáculo constitui-se como um «monólogo a duas vozes», no qual duas personagens – um combatente e uma mulher- relatam episódios da «sua guerra», avaliando-a até às suas ínfimas, imponderáveis consequências.

Os «fait-divers» do teatro de guerra- entenda-se, o conjunto de acontecimentos que, em meio do caos, instituem essa espécie de perverso «padrão de normalidade»- são permanentemente desmontados pelo olhar lúcido, clínico, distanciado das personagens, apostadas em transmutar o horror da guerra em material de reflexão política (apartidária) ou em exercício extremo de auto-conhecimento.

A deliberada inclusão da personagem feminina na colagem de que o guião resulta- caucionada pela tematização que Manuel Bastos, atentamente, lhe vota- corresponde à candente necessidade de reconhecimento do papel (ainda hoje secundado) que a mulher portuguesa desempenhou antes, durante e depois do conflito armado aduzido.

PONTO DE PARTIDA
Há uma geração inteira de ignorantes da Guerra Colonial. Filhos de ex-combatentes que, sobre o assunto, sabem, apenas, os fragmentos descosidos que os pais resgatam (quando resgatam), do côncavo doído da memória. Toponímias impronunciáveis, apelidos de camaradas de armas, clímaxes sangrentos, aerogramas, álbuns de retratos.

Enquanto «é cedo» (Herodes) ou «é já tarde» (Pilatos) para que o País se reconcilie com um dos mais importantes e decisivos processos da história contemporânea portuguesa, o tema é, ainda, tabu de programas escolares que chutam a guerra colonial para as últimas páginas dos compêndios.

A América, mais «publicitária», exorciza o Vietname e seu chorrilho de heróis e anti-heróis. Mal ou bem, o cinema, a literatura, os media revelam aos americanos a sua fealdade real. Transmuta o horror da guerra no ouro alquímico do auto-conhecimento, resgata os seus fantasmas.

Nós? Também tivemos a nossa conta de massacres (por exemplo, o de Wiriyamu, Chawola e Juwau, em Moçambique), de bombas de napalm (por exemplo, em Mata Bala, Nambuangongo e Zala, no norte de Angola), de deficientes (quinze mil, quinhentos e sete mutilados com deficiência permanente, segundo estatística do Estado Maior do Exército).

«Guerra não escolhe», diria um activista da UPA, o movimento independentista angolano que despoletou o massacre de dois mil colonos portugueses e seis mil dos seus trabalhadores bailundos, no norte de Angola, acendendo o rastilho da guerra. De um lado e do outro, portugueses, angolanos, guineenses, moçambicanos, personagens de um teatro abjecto: o da guerra.

No espaço de 13 anos, de 61 a 74, cerca de oitocentos mil homens, rumaram a Angola, Guiné e Moçambique para defender as «colónias» ou «províncias ultramarinas» (como lhes chamou, sucessivamente, Salazar e Caetano) das mãos dos independentistas. Resultado: Oito mil e quinhentos mortos do lado português. Do lado africano, as contas estão, ainda, por fazer. Mas contam-se, pelo menos, em dezenas de milhar.

Nós, 33 anos depois da Revolução de Abril - que determinaria o fim da veleidade imperial do Estado Novo, abrindo portas à descolonização -, permanecemos analfabetos para o tema, com o trabalho de casa por fazer. Porquê?

Estreia dia 20 de Novembro, às 21.30h
dia 21 de Novembro, às 21.30h
no Estúdio Zero [Porto]
maiores de 16 anos
bilhetes a 5 €



LOCALEstúdio Zero
MORADARua do Heroísmo, 86
DISTRITOPorto
E-MAILteatromosca@hotmail.com
WEBSITEhttp://teatromosca.com.sapo.pt
HORARIO21:30
CUSTOCusto desconhecido
DIVULGADOREstúdio Zero
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