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| EXPOSIÇÃO DE MARIANA BACELAR |
| Exposição |
| Primeira ocorrência registada: |
| // 26 de Março de 2010 |
| // Arvore - Cooperativa de Actividades Artísticas... |
| // (Porto) |
| // Gratuito |
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| // EXPOSIÇÃO DE MARIANA BACELAR |
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| CATEGORIA(S) | | | Exposição | | |
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| DESCRIÇÃO | | | A Árvore apresenta a exposição/instalação de MARIANA BACELAR "Dóceis, automáticas e outras maquinações" – escultura, de 26 de Março (inauguração às 21h30) a 28 de Abril de 2010.
«Dóceis, automáticas e outras maquinações
Questionava-se todos os dias sobre a causa de tamanha passividade perante o caos crescente do mundo. Olhava para dentro de si, olhava à sua volta, olhava para trás e encontrava um enorme silêncio paralizante. Aprendeu a nada questionar e a não reagir. Tinham-lhe dito que “quem nasce mal fadado melhor fado não terá”. Que há verdades inquestionáveis. Que é assim a vida. E que só há uma maneira de viver. Tudo o que aprendeu foi a suspirar dolorosos “ais”. E dentro de si o estômago corroía-se mais e mais de impotência, de estranha inoperância. Se calhar há uma genealogia para esta passividade…
Nos baús de todas as casas encontrava imagens esbatidas de pais, tios e primos numa terra longínqua. Uns apareciam de espingarda na mão, outros com um macaco ao ombro e outros ainda degolavam pretos e jogavam futebol com as suas cabeças. Que História era esta que nunca lhe foi explicada? Guerra Colonial? Guerra de Libertação das antigas colonias? Quem teria sido capaz de tamanha violência? Se nós somos tão pacifícos… sim, tão demasiadamente pacíficos, passivos, solidários, tolerantes, caridosos e dóceis.
Só depois compreendeu que tinha sido criado um exército de bons-homens-maus capazes de matar, degolar, incendiar e calar. Como diz Michel Foucault “A disciplina fabrica assim corpos submissos e exercitados, corpos “dóceis”. A disciplina aumenta as forças do corpo (em termos económicos de utilidade) e diminui essas mesmas forças (em termos politicos de obediência).”
Hoje, os medos, terrores e traumas passados desenhavam-se na memória dos corpos e eram os fantasmas de todos nós – pais, filhos, netos. E o silêncio, que favorece a não inscrição das feridas na realidade quotidiana, transformara-se numa herança de culpabilidade. Construíam-se agora exércitos de paralíticos sociais, presos a novos fados e melancolias, com medo de agir e de cortar a cabeça a quem não a merece.
Sonhava com revoluções…»
Mariana Bacelar, Porto, 10 de Março de 2010
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| TELEFONE | | | +351222076010 | | |
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| FAX | | | +351222076019 | | |
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| E-MAIL | | | dep.aculturais@arvorecoop.pt | | |
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| WEBSITE | | | http://www.arvorecoop.pt | | |
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| DIVULGADOR | | | ARVORE - COOPERATIVA DE ACTIVIDADES ARTÍSTICAS, C.R.L. | | |
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